Jets Brasil – Porque Que O Jets Nao Investiu Em OT?

Arthur Irwin for Jets Brasil on why the team didn’t invest in offensive tackle this offseason…

Quando o front office do New York Jets trouxe Spencer Long e Travis Swanson a tão sonhada mudança na OL parecia que estava prestes a acontecer. Na temporada anterior, o exterior da linha ainda precisava de afirmação e o interior da linha estava totalmente desmoralizado. O colapso era poucos segundos após o snap. Logo após essas duas contratações o Jets esfriou o mercado de jogadores de linha.

Contudo, com o draft passado recheado de talentos esperava-se que o Jets iria investir pesado na posição. Para o fã duas eram as carências: pass rusher e OL. A geração Nick Mangold e D‘Brickashaw Fergunson passou e precisamos ter ao menos um C e um LT de qualidade para formarmos um ataque descente. Pois bem, Mike Maccagnan escolheu 1 TE, 2 DL e 1 RB/PR/KR, além, é claro do QB Sam Darnold.

Com isso, a linha deve entrar basicamente com a mesma formação. Nesse ponto da temporada a linha titular é LT Kelvin Beachum, LG James Carpenter, C Spencer Long, RG Brian Winters e RT Brandon Shell. Mas, queira ou não o time melhorou o interior da linha. Afinal de contas, Long e Swanson podem atuar tanto de C quanto de OG.

A questão maior é exterior da linha. Não coloco Kelvin Beachum acima de qualquer dúvida. Pelo contrário, Kelvin tem um histórico complicado de lesões e não tem rapidez na firmação do quadril. Jogando na principal função da OL (não que as outras não sejam importantes) Kelvin enfrenta os melhores pass rushers da NFL.

Apenas nesse ano, o jogador vai enfrentar: DL Cameron Wake dos Dolphins (semana 2 e 9), DE Myles Garrett dos Browns (semana 3), Dante Fowler Jr. do Jaguars (semana 4), Von Miller e Bradley Chubb do Broncos (semana 5), dentre outros. Com isso, incomoda bastante a falta de competição e nesse ponto não levo ainda a sério a presença de Antonio “Tony” Garcia, apesar de saber do talento do ex-LT dos Patriots, o problema de saúde dele é muito sério e não dá para pensar nele no mesmo pé de igualdade que os demais jogadores. Não quero com isso dizer que Beachum é um lixo e não serve, mas a atuação dele no ano passado não o credencia para ser um nome indiscutível dentro do roster do New York Jets. O que o fortalece, apesar disso tudo é a liderança e o trabalho social de Kelvin, ele lidera a OL e isso é claro.

Diametralmente oposto de lado na OL, o RT Brandon Shell ainda continua sendo uma promessa em seu terceiro ano. Shell tem problemas sérios no engage e no bloqueio em movimento durante jogadas do jogo corrido. Isso tudo enfrentando, via de regra, o lado mais “fraco” do pass rusher adversário. Afinal de contas, Shell dentro do organograma do GM Mike Maccagnan tende a ser o LT no futuro. Basta perceber que Kelvin, além desse, tem apenas mais um ano contrato.

Feitas essas críticas, tentando entender a cabeça do front office do New York Jets, o primeiro ponto é que o time tem um novo OL coach, Rick Dennison vem para mudar o esquema de proteção de man-to-man para zone blocking e, chegando agora, deve esperar ao menos uma temporada para decidir quem ele quer para manter no time e quem ele não quer mais.

O segundo ponto é o seguinte, na próxima temporada, o New York Jets tem tudo para ser o time com com mais cap space na NFL. Estamos falando em algo que pode estar nas bases em que o Browns teve esse ano com uma diferença: a presença, antes de ir para a free agency, de um franchise QB que pode atrair outros nomes.

Assim, foi mais uma aposta, e levando em consideração o potencial tanto de Kelvin Beachum quanto de Brandon Shell se justifica. Mais um ano para Shell e para mostrar o poder de Kelvin como líder dentro do vestiário, mas tendo, a priori, algo próximo a US$ 100 milhões de salary cap e um QB já escolhido, o “Magic Mike” pode querer remodelar isso também. Abre o olho Beachum e Shell.