Jets Brasil: Jeremy Bates Tem O Melhor Corpo De QBs No Jets Em Anos

Arthur Irwin for Jets Brasil on New York Jets offensive coordinator Jeremy Bates…

Numa relação profissional, a cobrança deve existir, contudo ela não deve ser uniforme e sim equitativa, baseada no material humano e físico disponível. Em um time esportivo é a mesma coisa, no futebol brasileiro, para situar o leitor, não se pode cobrar a mesma coisa do treinador do Paraná Clube e do Palmeiras nesse exato momento. Isso porque o alviverde paulista tem muito mais recursos financeiros disponíveis que o paranaense.

Na NFL, dentro do mesmo time isso é possível. Não é compatível se cobrar a mesma coisa do OLB coach do Jets, Kevin Greene, e do coordenador ofensivo e QB coach dos Jets Jeremy Bates. Isso porque, Greene tem a sua disposição um corpo de jogadores com muito menos talento que Bates. Nesse sentido, a cobrança sobre o comandante do ataque dos Jets deve ser bem maior do que do treinador de posição da defesa.

E não é só Greene que tem um roster muito menos talentoso que Jeremy. Ao contrário, o OC tem a sua disposição um dos melhores corpos de QBs que o Jets tem em anos. Como já falei em post no meu site (jetsbr.wordpress.com), qualquer dos QBs que entrar na semana 1 não será surpresa, isso porque Josh McCown é um QB sólido e aguentou bem na última temporada mesmo não tendo a juventude dos outros 2, além dele, Teddy Bridgewater está treinando muito bem e não demonstra nenhum problema no joelho esquerdo que tanto incomodou o jogador. Como se não bastasse isso, Sam Darnold vem evoluindo muito bem e segundo o próprio Jeremy Bates, o jogador está tendo acesso a todo o playbook ofensivo, coisa não tão comum a um rookie.

Nesse sentido, ao contrário na posição de coordenador ofensivo no ano passado, John Morton, o ataque dos Jets não pode ser apenas OK, tem que mostrar algo a mais. Até porque, o pedaço da solução para o que eu sempre destaco: a ciranda de coordenadores ofensivos na “Era Bowles”, passa por quem ocupa a vaga.

Na minha visão, o principal ponto que o fã do New York Jets deveria observar de Bates é como será feita a transição do QB que assumir na semana 1 para passar o bastão para Sam Darnold ou, se o rookie iniciar já como titular, verificar se Bates avaliou bem a condição de Darnold, vendo se ele já tem condições de jogo.

Nessa avaliação qual o peso da pre-season? Nenhum. Bates deve utilizar a pré-temporada para colocar todos os 3 QBs em campo verificando o melhor. Nesse ponto também será um exercício de irresponsabilidade tentar verificar quem está melhor e quem está pior, mas alguns indícios de pontos a serem corrigidos serão detectados e isso entra na conta de Bates. Afinal de contas, quanto mais se dá recursos para um arquiteto mais se pode cobrar do resultado final.