Jets Brasil – Deveria Fazer Propostas No Draft Suplementar?

Arthur Irwin for Jets Brasil on the New York Jets potentially taking action in the Supplemental Draft…

Na próxima quarta-feira, dia 11 de julho, a NFL irá fazer o draft suplementar. Alguns jogadores se inscreveram e os times oferecerão escolhas do próximo draft, sendo que aquele que oferecer a maior escolha levará o jogador. Para isso, os (poucos) jogadores que irão participar dessa etapa do draft fizeram Pro Day’s, semelhantes aos que acontecem antes do draft nos quais eles fazem testes de velocidade, envergadura e tempo de reação que foram acompanhados pelos 32 times da NFL.

O New York Jets manteve o interesse voltado mais aos jogadores da secundária. O time se reuniu com Adonis Alexander que é CB de Virginia Tech e Brandon Bryant que é S/CB de Mississippi. A questão é que o Jets não tem escolhas de segundo round e nenhum jogador vale mais do que um quarto round, mas será mesmo que o Jets deveria fazer uma oferta?

Não é, de nenhuma forma, errado o time analisar os jogadores e chama-los para conversa, afinal de contas todos os 32 times o fizeram para entender mais dos jogadores, contudo, o draft suplementar costuma ser um show de escolhas altas que não raramente rendem escolhas para os jogadores que não ocorreriam se eles estivem num draft normal com mais 1000 possibilidades e mais de 250 escolhas.

Analisando os jogadores, Adonis Alexander é perfeito estilo de Virginia Tech, ou seja, é um cara atlético com bom tackle com velocidade sideline a sideline. Como gostam de afirmar os estadunidenses é um “plug in play”, ele é capaz de se adequar ao esquema e estar pronto para ação na semana 1. Ele é claramente um CB 1 ou 2, com velocidade e físico para marcar um “flanker” ou um “split end”, mas, como é natural de todo calouro de CB tem dificuldades em evitar o espaçamento para com o WR/TE/RB. Isso pode render jardas gordas para os melhores recebedores da liga, alguns deles que estão na AFC East como Rob Gronkwoski do New England Patriots. Em um draft em que eles estivem declarados como elegíveis veria Adonis como possível alvo de Todd Bowles, afinal de contas ele tem as características dos CB de Todd Bowles, é forte, é ágil e perfeito para atuar em blitz.

Já Brandon Boyer lembra bastante Marcus Maye quando draftado vindo da Universidade de Miami. O jogador é baixo, extremamente ágil e pode ser alinhado tanto de FS como CB de slot, posição essa que o Jets ainda não tem o titular pacificado. Brandon é taxado como DB e ele pode entrar em rotações para compor todo o corpo de secundária do Jets.

Mas, como falei, ambos os jogadores são bem distantes do leque gigantesco que o Jets terá no draft do ano que vem. Além do mais, eles não cobrem a principal carência do time que é pass rusher. A secundária era, há 2 anos atrás, a maior preocupação dos torcedores e analistas do time, mas, desde então, os fatores tem melhorado e com Tremaine Johnson e Morris Claiborne liderando o grupo de CB e Marcus Maye e Jamal Adams o de S não vejo porque os Jets deveriam entrar na selvageria de escolhas de draft suplementar.

Outros jogadores se inscreveram para essa fase do draft, mas como o Jets não teve conversas avançadas com nenhum deles não farei comentários. Logo, se ocorrer do Jets fazer uma oferta, será por um dos dois citados acima.