Jets Brasil – E A Liberdade De Expresao

Arthur Irwin for Jets Brasil on Christopher Johnson’s response to the NFL’s new anthem policy…

A NFL durante essa inter-temporada aprovou algumas regras consideradas polêmicas. A primeira já criou um alvoroço quando a liga aprovou que não será permitido mais que o jogador, premeditadamente, antes do contato, abaixe a cabeça para promover o primeiro impacto com essa parte do corpo.

O objetivo de mostrar ao mundo que o esporte estava mais afável a sua prática e diminuir o número de concussões que geram críticas sociais gera quase um esporte diferente.

Contudo, para os princípios norte-americanos, a liberdade de expressão está muito acima do esporte. O princípio está na Constituição norte-americana e permite uma liberdade muito grande tanto social quanto individual. Por esse ponto, foi gerado outro reboliço quando em meio a reunião de donos de franquias em maio em Atlanta chegou-se a se cogitar uma pena de 15 jardas para o time em cujo qual o jogador se ajoelhar durante a execução do hino norte-americano executado sempre antes do jogo.

Assim que as primeiras notícias saíram de que essa era a proposta em pauta, vários setores da sociedade norte-americana começaram a se manifestar favorável ou contrariamente. Afinal de contas, era uma das primeiras vezes na história da república norte-americana em que o patriotismo alto da população estadunidense foi colocado em contraponto a liberdade de expressão.

Na saída da reunião, os mandatários de franquias se recusaram a comentar o assunto. Alguns se limitaram a apenas dizer que tudo ia ser decidido em reunião posterior. E foi. A NFL resolveu pela regra de aplicar multas aos jogadores que ficarem de joelhos durante o hino norte-americano, contudo permitiria que, durante o hino, os jogadores poderiam ficar no vestiário em tom de protesto.

Ao final da reunião, os mandatários pouco falaram, mas um dos que se pôs em frente aos microfones foi o CEO do Jets, Christopher Johnson. Ele prometeu que o tema iria ser discutido com jogadores. Depois de um espaço curto de tempo, Chris veio a público por meio de nota e disse que o Jets arcaria com as eventuais multas que seus jogadores tomassem em virtude de manifestação de pensamento.

A medida foi extremamente celebrada pelos jogadores que relataram que de fato a reunião com o front office, coach staff e jogadores de fato ocorreu e o que ficou decidido foi a liberdade de expressão.

Isso pode passar despercebido, contudo se pegarmos o Jets em comparação a outros times isso foi um grande passo. Isso porque, o front office, ao menos desde a chegada de Woody Johnson a posição de owner, sempre foi muito distante dos jogadores e muitas vezes acabou gerando contratempos por não se expressar com clareza e deixar que a imprensa criasse redemoinho em copo d’água.

Não precisa ser profundo conhecedor de esporte para saber que, não tendo um GM de “costas largas”, tampouco um treinador com SB (como treinador) na carreira, necessitaria de alguma proteção e postura mais ativa do front office.

Nesse sentido, a expressão do New York Jets não poderia ter sido melhor. O time atuou no que já vem de sua linhagem de pensamento: a liberdade de expressão. Se voltarmos à época do brilhante Joe Namath, ele “se aposentou” durante 1 mês porque teve rusgas engarrafadas com o lendário comissário da NFL, Pete Rozelle, que queria a qualquer custo que Joe fechasse seu clube noturno chamado “Bachelors III”.

Não se sabe se a postura mais aberta de relações atrairá mais jogadores para o time verde de NY. Contudo, entre as diversas formas de consequências é sempre melhor trabalhar para que se caso elas ocorram sejam positivas.

Photo Credit: NFL.com