Jets Brasil – Recape NFL Draft 2017

Arthur Irwin for Jets Brasil, recapping the New York Jets 2017 draft and where the players stand today…

Faltando apenas uma semana para o draft da NFL, a expectativa não poderia ser maior entre os torcedores do Jets. Desse draft, sairá o próximo QB da franquia que provavelmente será Baker Mayfield de Oklahoma. Contudo, depois que acaba o fuzuê do draft, pouca gente se esquece de analisar o que os calouros fizeram na temporada, a maioria que ainda dá uma olhadinha, presta atenção apenas no primeiro round, sendo que retirar talentos dos late rounds é que molda realmente um grande General Manager. Dessa forma, resolvi dedicar meu espaço semanal para verificar como foram nossos rookies do ano passado e ao mesmo tempo servir de aviso para olharmos com mais atenção para os calouros que sairão na quinta, sexta e no sábado dessa semana.

ROUND 1. PICK 6 – Jamal Adams, DB de LSU.

Pick totalmente sem riscos quando do draft. Mesmo que em momento posterior não se tornasse um bom jogador não caberia qualquer crítica a Mike, ele era apontado por muitos como o segundo melhor jogador do draft (atrás apenas de Myles Garrett de Texas A&M) e acabou caindo no colo do time nova-iorquino. Adams foi um excelente S, anulando Rob Gronkwoski que em um dos jogos contra o Jets não teve nenhuma recepção, além disso participou bem de blitz, forçou fumbles e foi implacável nos tackles. O jogador ainda tenta ser um líder fora de campo, mas precisa deixar isso ser mais natural.

ROUND 2. PICK 39 – Marcus Maye, DB de Florida.

Certamente a pick que mais surpreendeu do último draft. Maye foi draftado em meio a desconfiança de uma dobradinha de S calouros, mas conseguiu duas interceptações e dois passes desviados, além de quase 80 tackles (79), o que são excelentes números, para mim foi a melhor pick do Jets que não foi sem riscos, ou seja, que o Jets deu uma leve arriscada.

ROUND 3. PICK 79 – ArDarius Stewart, WR, Alabama.

Jogador extremamente forte, que aceitava trabalhar em rotas curtas enfrentando LB e SS. As lesões atrapalharam tanto ele quanto o próximo WR. Stewart teve números modestos, apenas 6 recepções para 82 jardas. Além disso, não parece ter enchido os olhos do novo coordenador ofensivo Jeremy Bates. Ele, na minha visão, tem muito potencial, tem um catch agressivo, e um estilo de jogo mais próximo do Enunwa, mas diferente dos demais WR do roster.

ROUND 4. PICK 141 – Chad Hansen, WR, Cal.

Outro jogador extremamente prejudicado com lesões, tem um bom potencial, demonstrou no college, boa velocidade em deep pass. É um jogador menos físico que Stewart, mas não menos eficiente em deep pass. A condição física dele juntamente com o excesso de protecionismo do HC Todd Bowles com os rookies, deixou-o na maioria das vezes para entrar em situações de bloqueios de jogadas de corridas. Jeremy Bates já falou muito bem dele, dando indícios que ele deve superar as magras 9 recepções para 94 jardas.

ROUND 5. PICK 150 – Jordan Leggett, TE, Clemson.

Um dos principais alvos de Deshawn Watson no time campeão nacional. Com certeza era com surpresa que o Jets via ele disponível na pick 150. Leggett sofreu bastante com lesões, mesmo assim, a saída de ASJ unida ao não interesse do Jets em entrevistar os melhores TE do draft, demonstra que o time viu algo no jogador e que ele deve estar totalmente recuperado, esperamos mais dele esse ano, mas foi, àquela altura uma excelente pick dos Jets.

ROUND 5. PICK 181 – Dylan Donahue, DL/LB, West Georgia.

Jogador prejudicado pela lesão no braço, era evidentemente um jogador projeto vindo da division 2 do College Americano. Mesmo assim, ele impressionou o OLB coach do Jets e parecia estar galgando mais espaço na defesa do time. Teve uma intertemporada muito conturbada, contudo, com vários incidentes extracampo e deve ser um jogador para auxiliar no ST. Mesmo assim, acho que dava para arranjar algo melhor no 5° round.

Round 6. PICK 188 – Elijah McGuire, RB, Lousiana-Lafayette.

De longe o melhor late round de Mike Maccagnan. Quando draftado, Elijah, era um RB com estatísticas impressionantes em nível baixo do College americano. Ele foi entrando aos poucos e se mostrou um excelente RB3, muito ágil, com bom balanço e centro de gravidade baixo, Elijah com toda certeza tem muito evoluir ainda, mas já se mostra uma excelente opção.

Round 6. PICK 197 – Jeremy Clark, CB, Michigan.

Jeremy Clark começa uma série de 2 projetos de CB, evidentemente que não deram muito certo em seu primeiro ano, tanto que o Jets se rendeu a free agency para trazer, no ano passado, CB de qualidade duvidosa e que fizeram a raiva dos fãs. De forma que não tem muito o que se comentar.

Round 6. PICK 204 – Derrick Jones, CB, Ole Miss.

Assim como o anterior, Derrick conviveu com lesões e pouco atuou. Ambos os jogadores foram escolhas de 6º round, de forma que não esperava muita coisa, mas acho mais plausível pegar jogadores de universidades menores com mais destaque, mas esse não é o perfil de draft de Mike Maccagnan.     

Photo Credit: NFL.com