Jets Brasil – O Que Querem De Josh Rosen?

Arthur Irwin for Jets Brasil on potential character concerns with Josh Rosen

O que eu quero de um QB? O que eu quero de um talento? Eu quero um cara que consiga acertar meus WR, que consiga crescer nos momentos críticos do jogo e consiga acertar passes em janelas extremamente pequenas que estejam bem no limite entre a interceptação e o passe completo, não quero muito mais.

Partindo dessa premissa, imagine você ser o cara da sua universidade, extremamente assediado e em pouco poder ser um dos melhores no planeta naquilo que você faz. Muito garotos de 20 e poucos anos deixam isso subir à cabeça. A vida não ensinou a eles o valor da liderança e principalmente valores como humildade e trabalho árduo para ser o patamar que ele quer chegar.

Pedir que um garoto de 21 anos tenha sua personalidade formada, tenha equilíbrio, gestão de grupo, capacidade de gestão de vestiário é absurdo, para não dizer ridículo. Imagine se tivéssemos que desistir de todos os jogadores que apesar do talento tem 1 ou 2 parafusos a menos na época da faculdade. Não precisamos olhar apenas para o futebol americano, olhe na vida real, quantos colegas de faculdade que não eram nem perto de um exemplo de liderança dentro da sala de aula e que depois tornam-se donos de suas empresas, comandantes franquias com vários funcionários. No FA isso se torna ainda mais importante, tendo em vista que talentos não brotam em árvores e mesmo que brotassem, com a dinâmica do draft, não se teria como colhê-los sempre que quisessem e quem se quisesse.

Pensar num jogador de College como o auge de seu desenvolvimento de maturação como ser humano e como desenvolvimento é: 1. Ignorar a psicologia. 2. Ignorar a transformação diária dos seres humanos e 3. Mais importante, denominar o seu time de extremante incompetente para a gestão e desenvolvimento de um jogador.

Evidente que nem todos os jogadores conseguem a maturação perfeita. O meio de jogadores de futebol americano tem muitas influências negativas, basta ver a quantidade de bobagens que jogadores (mesmo consagrados) fazem na offseason. Mas desperdiçar, esquecer, passar um talento simplesmente porque aos 21 anos ele não estava pronto para o vestiário, é desprezar a história de diversos jogadores da NFL, que mesmo sendo verdadeiros deuses gregos em suas universidades, seres intocáveis até mesmo por treinadores conseguiram se transformar em jogadores excelentes e por muitas vezes líderes no que fazem.

Então, não gastemos mais saliva discutindo se o Baker Mayfield discute na sideline, ele detesta perder e tem uma paixão pelo jogo que é algo emocionante. Não gastemos saliva dizendo que tal jogador ficou gripado e por isso ele não pode jogar no frio de Green Bay, Minnesota e Buffalo.

Por favor, não tentem ser o polvo Paul da carreira de atletas que sequer podem ser chamados ainda de profissionais.  E nisso não quero diminuir os jogadores que já chegam na NFL com status de líder. Pelo contrário, deixa os times mais seguros em sua escolha, como é o caso do Jets do Jamal Adams que era para muitos o maior líder que já passou por LSU.

Mas, querer encerar o debate de excelentes jogadores de futebol americano porque no auge da vida jovem eles não eram primores de comportamento moral dentro do vestiário é uma discussão rasa e subestima os líderes da equipe bem como o trabalho de lapidação e desenvolvimento de talentos que o seu time é capaz de fazer.

Photo Credit: NFL.com