Jets Brasil – E A Recuperacao De Jogadores

Arthur Irwin for Jets Brasil on the team anticipating a strong comeback from multiple players with a history of injury problems…

Morris Claiborne, Cairo Santos, Teddy Bridgewater e Thomas Rawls. O que todos esses jogadores têm em comum? Todos jogam no Jets, sim, mas tem outro ponto. Todos esses jogadores são relativamente jovens (28, 26, 25 e 24 anos, respectivamente) e outro ponto os colocam no mesmo barco: o problema com lesões. Porque o Jets vai atrás desses jogadores então? É o que debateremos aqui.

Quando o GM Mike Maccagnan assumiu o Jets, ele tentou fazer uma reformulação em doses paliativas, remodelando o elenco a colheradas indolores ao torcedor. Bom, não deu certo, a catastrófica temporada de 2016-2017 balançou muito a cadeira dele como comandante da franquia, Mike então partiu para deixar o time mais a sua cara: jovem. Brandon Marshall, Ryan Fitzpatrick, Nick Mangold, Darrelle Revis, todos dispensados quase que sem negociação. Mas, além de buscar um elenco jovem, Mike se mostra disposto de ir atrás do que eu chamo de draft atrasado.

O GM é claramente apaixonado por late rounds e costuma fazer trade downs de forma quase que frenética no último dia, mas arrebanhar jogadores de muito talento já desde o College não é carta fora do baralho do Mister Coffee. Para isso, Mike conta com o excelente centro de reabilitação do Jets e parece que ele faz isso de forma ousada.

O primeiro, Morris Claiborne, foi o caso mais emblemático. Quando o GM bancou o ex-talento de LSU e dos Cowboys muitos o criticaram. Um absurdo, uma aposta em vão, jogador de vidro. Isso foram alguns dos rótulos que a transação e o jogador receberam. A época preferi aguardar, sabia do talento de Morris, ele é um DBU, afinal de contas, e no que deu? Claiborne foi de longe o melhor CB do Jets, ele jogou 15 dos 16 jogos que o time fez durante a temporada, feito que ele só tinha realizado em seu primeiro ano ainda com os Cowboys. O jogador conseguiu defender 8 passes e conseguir uma interceptação e anulou figuras como o WR Julio Jones dos Falcons que foi incansavelmente marcado pelo CB.

No caso de brasileiro Cairo Santos, o jogador (assim como os demais) ainda não atuou pelo time, mas mantém o mesmo tom: abaixo dos 28 anos quando contratado e com muito talento. Em Kansas City, auge da carreira do jogador até o momento, Cairo foi bastante seguro, conseguindo média de próxima a 90% em seu terceiro ano. Mas ai veio a contusão. Virilha. Parte complicada para um K ou mesmo um P. A carreira de K é cruel, os times têm apenas um no roster então a lesão é facilmente convertida em dispensa. A passagem apagada novamente por lesões em Chicago demonstrou que Cairo poderia ser um alvo dos Jets. O time o trouxe. É mais uma aposta ousada de Mike. O potencial do K brasileiro é de resolver por mais de uma década o problema de K do Jets, sendo um nome forte e, quem dirá, marcando seu nome na franquia.

O caso do QB Teddy Bridgewater é um caso mais complicado. O jogador tinha tudo para ser o franshise QB dos Vikings. QB de estilo móvel e de boa precisão nos passes, teve uma lesão que assustou aos fãs dos times. Isso porque foi levantado (por mais de um veículo de comunicação) que Teddy corria o risco de antes dos 25 anos ter de pôr um ponto final da sua carreira. Mas, a volta aos gramados colocou Teddy na mira dos Jets. Os Vikings tinham a disposição o QB Kirk Cousins contratado a peso de ouro e disputa também pelos Jets, assim a negociação foi relativamente fácil. Com isso, não se indica que o Jets vá de Teddy para ser starter (nem se sabe se ele ficará no roster), mas sabe-se que ele vai ser um excelente atrativo e vai estar muito motivado para, se não for o caso de permanecer em Nova Iorque, de ao menos consegui um maior valor de mercado na próxima FA. De novo, o Jets confia em si próprio e o jogador confia no Jets para a sua recuperação.

O caso mais recente é do ex-Seahawks RB Thomas Rawls. Esse segue o mesmo caminho dos demais: jogador jovem que não vem para uma posição tão fundamental como QB, mas que está passando por uma leve reformulação com a saída (e posterior aposentadoria) de Matt Forté e a chegada do RB Isaiah Crowell, ex-Browns. O jogador tem um potencial interessantíssimo e é outro que deve disputar sua vaga no roster com unhas e dentes.

Com toda certeza o “caso Claiborne” influenciou bastante e essa é uma forma muito inteligente de criar elencos, os contratos são muito bem amarrados com pouco dinheiro garantido e geralmente de um ano, de forma que se não vingarem como jogadores lesionados podem ser facilmente dispensados ao final da temporada, contudo se o tratamento do Jets que conseguiu colocar o CB ex-Cowboys que convivia com diversas lesões em campo não duvido que com jogadores como Cairo isso não possa ocorrer.

A imprensa de NY, evidentemente, demonstra desconfiança e até critica as contratações, contudo em contratos de baixo risco e com um time que ainda não está pronto, tendo em vista que (provavelmente) pegaremos nosso franshise QB esse ano, vale a pena a aposta.

Photo Credit: NewYorkJets.com