Jets Brasil: Alvos Do Jets Na Free Agency

Arthur Irwin for Jets Brasil on the team’s upcoming free agency period…

Menos de 50 dias para o draft. Só se fala nisso, com a coisa mais ou menos encaminhada entre Cousins e Vikings, parece que realmente o Jets vai atrás de um QB via draft. Só se fala nisso. Baker Mayfield? Sam Darnold? Josh Allen? Lamar Jackson? Quem será o próximo QB. Contudo, dedico esse meu espaço semanal para falar de assuntos poucos comentados. E semana que vem começa a free agency e o New York Jets tem o 2° maior cap space da NFL com $ 89.879.171. Isso mesmo! E como o Jets vai gastar essa bagatela? É o que tentarei descobrir agora.

Antes de olhar para além-murros, o Jets tem que ver quem ficará sem contrato nessa offseason. Reza a lenda que o time já teria fechado um acordo com o TE Austin Seferian-Jenkins em 2 anos e $ 8 milhões de dólares. Isso já seria uma boa aquisição tendo em vista que o draft é muito mais farto em outras posições do que em TE e a offseason apresenta poucas opções até o momento para essa posição.

Além do jogador de 25 anos, o Jets tem no planejamento (e faz acertado quando pensa assim) renovar com o ILB Demario Davis. Ele foi quase perfeito na sua atuação. A DL do Jets produziu muito menos do que pareceu aos olhos leigos, principalmente por parte do recém-dispensado Muhammad Wilkerson. Quem segurou a bucha foram os dois ILB, tanto Darron Lee quanto Demario Davis. O jogador foi até cogitado para o Pro Bowl. Sobre ele, penderam dúvidas de que estaria fazendo jogo duro para renovar pedindo até 2 dígitos o que seria uma loucura vindo de um jogador que tem 29 anos. Contudo, Davis desmentiu os boatos em sua conta de Twitter. Sendo assim, por um contrato razoável, o Jets deve renovar com ele, já que tanto o trabalho dele de liderança para Lee quanto para ser um ILB que colabora vai ser fundamental na próxima temporada.

Outro jogador que assinou contrato de 1 ano no ano passado e que merece uma renovação é o CB Morris Claiborne. Contratado em meio a um clima de desconfiança por causa da sua longa lista de lesões, Morris chegou e atuando como CB1 foi de longe o melhor CB do Jets, com excelentes trabalhos contra jogadores do cacife de Julio Jones do Falcons. O contrato de Claiborne parece que correrá de uma maneira mais tranquila, a vontade de ambos os lados de permanecer vinculados contratualmente não é segredo.

Agora vamos dar aquela apimentada no texto, defendo a renovação do QB Josh McCown. Para starter? Não. Para isso temos a pick #6 a disposição, mas para ser QB backup principalmente com a falta de um QB coach específico (Jeremy Bates irá acumular função de OC e QB coach) Josh pode ajudar na instrução de um QB jovem já que muito elogiam a inteligência dele no conhecimento de playbook. Assim como Morris, esse mantém vínculos ainda com o Jets e deve realmente permanecer com o time.

Contudo, apesar de a temporada passada ter sido muito acima do que o torcedor esperava, o Jets foi longe do ideal. As carências do time ficaram ainda mais amostra quando as brigas internas se enceraram. Todd Bowles conseguiu manter o vestiário na mão, mas tinha pouco talento no mesmo. Com isso, o draft é suficiente? Não e nem pode, basta o leitor subir ao alto da página e perceberá que temos muito cap space a ser trabalhado e para isso temos carência, quais são as principais carências:

Center

Depois de QB acho esse o ponto mais frágil do time. Wesley Johnson que tinha assumido bem o pepino de substituir Nick Mangold (simplesmente o Nick Mangold) teve um ano tenebroso, com erro de snap e proteção e é tido como praticamente carta fora do baralho. Isso só não irá ocorrer se Todd Bowles utilizar um artifício que já usou: a mudança de posição dentro da OL. Algumas pessoas defendem que Johnson poderia se sair bem como G, Bowles já utilizou o G Brent Qvale como T. Mas, com a classe muito acima da média de OL, não sei se isso poderá ocorrer. Há uma aposta muito grande de que o Jets iria resolver essa posição por meio da Free Agency. Isso porque, como noticiei no meu Twitter, o Jets deve ter uma longa conversa com o C Free Agency do Giants Weston Richburg.

Guard

Essa é uma posição bastante indecisa de onde viria a solução. O Jets não deve permanecer o G James Carpenter que tem deficiências claras na proteção em zona e apesar dos vídeos na offseason puxando caminhonetes 4×4 Brian Winters não consegue ficar saudável. O camisa 67 não tem um talento indiscutível, mas pode ser útil, mas não coloco a mão no fogo pela saúde física do G. Com isso, o Jets pode ir atrás de um G via draft como Will Hernandez, de UTEP, que é o melhor “humano” da classe, mas tem jogadores muito bons que podem vir pela free agency. De longe, o mais desejado é Josh Sutton que foi dispensado do Chicago Bears, mas que apesar de seus 32 anos ainda pode ser bastante útil na NFL, ao lado dele poderia colocar o G dos Panthers Andrew Norwell. Contudo, qualquer um dos 2 custará uma boa grana ao Jets. Na minha opinião, temos que trazer um nome de peso, para poder trazer tranquilidade a posição, assim, prefiro trazer um G via free agency e pegar um mais abaixo no draft para desenvolvimento com o novo OL coach.

CB

Essa posição deu dor de cabeça ao torcedor do Jets. Retirando da conversa o CB Morris Claiborne, os demais não ajudaram o trabalho dos S rookies Jamal Adams e Marcus Maye. Nesse caso, a classe de draft é mais farta, apesar de nomes como Denzel Ward de Ohio State e Josh Jackson de Iowa serem destaque na classe, muitos colocam o CB Carlton Davis de Auburn na segunda escolha de segundo round dos Jets. Mesmo que isso aconteça, pegar outro CB nessa FA farta na posição parece ser até um fato provável. Nesse sentido, o nome que mais se destaca é o de Trumaine Johnson que atualmente está no Rams, mas que não deve durar muito lá com a chegada de Aqib Talib e Marcus Peters e com o vínculo que ele tem com o DB coach, Dennard Wilson, dos Jets que veio do time agora de LA, o Jets parece um bom destino para ele. Além dele, outro nome que o Jets está realmente em conversas é Malcolm Butler que não gostou nem um pouco de assistir o SB do banco e irá para o mercado. Essa posição colocaria como certa ao menos uma contratação pelos Jets.

DL

Depois de um ano fraco diante das expectativas e da saída do DE Muhammad Wilkerson é momento de virar a página. Ao contrário de diversas posições, DE não é uma posição que vem forte no draft, ao contrário de edge, por exemplo, em que o Jets deverá investir na seletiva de abril. Com isso, o Jets deve manter nomes como Ealy como DE de rotação e Steve McLendon para NT, mas temos que trazer outro nome de peso.

RB

Faz um bom tempo que o Jets não tem um RB dominante. Isso é imprescindível caso queiramos de fato ter um QB novato. Não tem a menor condição e pegar um jogador de 20 e poucos anos e colocar todo o ataque nas costas dele. Segundo informações internas, o Jets deve trazer um nome de peso para a posição. A minha aposta é o RB Demarco Murray. Isso não exclui a possibilidade de o Jets pegar um RB via draft e compor um backfield com Bilal Powell, Elijah McGuire (grata surpresa), Demarco Murray e um rookie.

WR

A posição de WR precisa ser como um bom título de notícia em um jornal. Você precisa de uma manchete impactante, um jogador que coloque medo na secundária, nisso posso citar alguns nomes: Antonio Brown (Steelers), Julio Jones (Falcons), Stephon Diggs (Vikings) Jordi Nelson (Packers), dentre outros. Com isso, esperava-se que o Jets fosse atrás do WR Jarvis Landry, mas os Dolphins fecharam a tag com ele. Assim como, o Jets mirava o WR Allen Robinson, mas a cada dia ele parece mais perto do Washington Redskins. Com isso, jogadores que podem ser alvo são o WR Sammy Watkins que não foi “tagado” pelos Rams e Jordan Mathew que não sabe se fica ou sai do Bills.

Vejamos, o GM do Jets disse em entrevista no Combine que pretende usar o cap, vamos ver com inteligência.

Posições que o Jets não deve mexer

S: Jamal Adams e Marcus Maye;

LS: Thomas Hennessy;

K: Chandler Catanzaro;

P: Lachlan Edwards;

ILB: Demario Davis e Darron Lee.