Jeremy Bates – Santo De Casa Faz Milagre?

Arthur Irwin of Jets Brazil with an article in Portuguese on New York Jets OC Jeremy Bates

Turn On The Jets loves our international fans so we want to present occasional content in their respective language. The below article comes from Arthur Irwin who is an Administrator of Jets Brazil. The below article is in Portuguese and focuses on Jeremy Bates. 

A maioria dos torcedores do Jets no Brasil foram pegos de surpresa com a demissão de John Morton que havia feito um excelente trabalho como Coordenador Ofensivo do ataque verde de Nova Iorque. O motivo? Atritos do treinador com o Head Coach, Todd Bowles. Com isso, o Jets vai para o 3° coordenador ofensivo em 4 anos de gestão Bowles-Maccagnan. Simplesmente impossível ter sucesso assim!


O Jets não consegue ter uma filosofia de ataque bem definida já que a mudança foi simplesmente radical entre o sistema mais conservador de Chan Gailey para o trabalho mais ousado de conceitos como West Coast Offense de John Morton. Dessa vez, a mudança é menos drástica, Jeremy Bates trabalhou como treinador de QBs de Morton e apesar de ter apenas 42 anos, o treinador já acumula experiência, inclusive de coordenador ofensivo do ataque de Seattle.

Com isso, Bates é a esperança para o Jets ter a tão sonhada estabilidade no comando do ataque que pode determinar o sucesso ou o total fracasso do próximo QB. Ao que tudo indica, até o momento, o Jets irá atrás de um QB no próximo draft com a saída de Alex Smith da jogada e as mudanças de roster nos Broncos para possivelmente fazer um movimento agressivo sobre Kirk Cousins, o Jets tem de escolher entre Sam Darnold, QB de USC, Josh Allen, QB de Wyoming (e que até o momento parece ser o favorito de Mike Maccagnan, GM e dono do draft da franquia), Josh Rosen, QB de UCLA e Baker Mayfield, QB de Oklahoma e favorito da torcida.

Contudo, de nada adianta escolher um desses jovens e talentosos jogadores sem definir como o ataque irá funcionar. Bates acumula experiências com Pete Caroll, atual HC do Seahawks que deu a ele oportunidades em USC e na equipe de Seattle, bem como de Mike Shanahan, porém no final de sua trajetória em Seattle, Pete apontou que o motivo da saída de Bates seria problemas na filosofia de jogo desse.

É necessário ver os primeiros treinos para saber se Bates irá continuar o West Coast Offense incrementado de John Morton ou se ele tentará um ataque mais atlético ao estilo de Seattle. Teremos uma indicação disso em abril no draft, certamente Mike conversará com Bates acerca da escolha, já que a seleção do Jets tem grande possibilidade de ser um jogador de ataque e provavelmente um QB.

Ainda é necessário analisar se a evolução gigantesca de Robby Anderson que conseguiu ser um WR muito mais seguro do que apenas de velocidade, bem como Bates terá de integrar o excelente TE Jordan Leggett que foi draftado ano passado, mas que devido a lesões não conseguiu jogar com os Jets sendo substituído por Eric Tomlinson, bem como, nesse sentido, o uso de ASJ será um grande ponto nesse ataque, tendo em vista que o TE mudou e muito o ataque dos jatos deixando as jogadas menos previsíveis e sendo decisivo na Red Zone adversária.

De outro lado, penso que o maior desafio de Jeremy Bates será reanalisar os ajustes principalmente no intervalo. O Jets sofreu bastante principalmente no último quarto. O ataque que funcionava bastante no primeiro tempo com alternância de RBs e movimentações mais agressivas de WR no segundo tempo dava espaço a um ataque terrestre ineficiente e pouco incrementado e a um jogo aéreo pressionado por terceiras descidas longas que colocavam ainda mais o ataque do Jets, que não era assim tão talentoso, em confrontos mais fortemente marcados.

Bem como, é necessário perceber se Bates pensa no retorno de McCown como um backup de muita experiência e se ele irá tentar ser mais agressivo para pedir a contratação de Kirk Cousins ou se aposta num desenvolvimento mais rápido de um QB via draft.

Isso tudo, evidentemente, passa pela caneta de Todd Bowles que tem uma paciência monástica para treinadores de defesa, principalmente seu amigo pessoal Kacy Rodgers, coordenador defensivo desde a chegada de Todd, mas que tem impaciência e agora histórico de rusgas com treinadores ofensivos. Espero que agora estabilidade seja o sobrenome de Bates.

Photo Credit: NFL.com